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🇧🇷 Brasilviernes, 12 de junio de 2026

O Brasil não está na Copa do Mundo de 2026, e a imprensa internacional parece ter notado isso com uma indiferença que merecia alguma reflexão.

A manchete do dia é sobre o México vencendo a África do Sul na partida de estreia do torneio. Nada de extraordinário numa cobertura de evento esportivo. Mas o detalhe que importa aqui, para quem estuda o enquadramento estrangeiro sobre o Brasil, é quem apitou a partida: Wilton Pereira Sampaio, árbitro brasileiro. Uma menção perfunctória, sem destaque, enterrada no quinto parágrafo do texto da RFI. O Brasil aparece no relato de uma Copa do Mundo que não é sua, reduzido a um funcionário técnico.

Isso não é acaso. É sintomático de como a narrativa internacional tem tratado o Brasil nos últimos anos: como um país que perdeu protagonismo, que não mais figura como protagonista de seus próprios eventos, que existe na periferia das grandes histórias que contam sobre o mundo. A Copa de 2026 é no México e nos Estados Unidos. O Brasil fica de fora, e quando é mencionado, é em papel coadjuvante.

A ausência brasileira da Copa é, obviamente, um fato consumado há meses. Mas vale notar como a imprensa estrangeira não dedica sequer uma linha para refletir sobre isso quando cobre o torneio. Não há análise do fracasso classificatório, nenhuma retrospectiva sobre como o Brasil caiu de uma potência futebolística para um país que não se qualifica. Simplesmente não está lá, e pronto. É como se o Brasil tivesse desaparecido do mapa do futebol mundial sem deixar rastro digno de comentário.

Esse silêncio é mais eloquente que qualquer crítica. Diz que o Brasil, para a imprensa internacional, deixou de ser uma história que merece ser contada. Existe quando oferece drama, crise ou exotismo. Quando é apenas ausência, quando é apenas uma vaga não preenchida numa Copa do Mundo, não há narrativa que justifique menção. O país simplesmente não está na conversa.

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